Crise Comunicacional e Política

quarta-feira, 11 de junho de 2008

«Os Homens do Presidente»: Episódio 15 «Vida em Marte»

http://en.wikipedia.org/wiki/Life_on_Mars_(The_West_Wing)
Publicada por Ana Rita Nóbrega à(s) 06:35

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Citação de Eça de Queirós


"(...)A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos;(...)"

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Ana Rita Nóbrega
Aluna do 3º ano de Comunicação Nº 317 do Instituto Superior de Línguas e Administracção
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Quem vai ser o Homem mais Poderoso do Mundo?

Os candidatos à presidência Arnold Vinick (Alan Alda) e Matthew Santos (Jimmy Smits) preparam-se para a campanha eleitoral - e confiam nas frenéticas estratégias de bastidores dos responsáveis pelas sondagens, assessores, gestores de campanha e especialistas em política - quando a corrida para a Casa Branca entra na recta final. Esta Sétima Série marca o início de uma nova administração mas também o final da série, com 22 episódios que incluem um aceso debate gravado ao vivo entre Vinick e Santos. Outros momentos altos: o Presidente Bartlet (Martin Sheen) é confrontado com uma ameaça nuclear. A morte prematura do actor John Spencer conduz a história a um rumo inesperado. "Johnny, parece que afinal mal te conhecíamos", afirma Sheen, numa gravação de tributo ao actor. Mas o que nós conhecemos e podemos ver aqui é a última e magnífica contribuição de Spencer nesta brilhante série de Os Homens do Presidente.

The West Wing Seasons

Georges Picard, em "Pequeno Tratado para Uso Daqueles que Querem Ter Sempre Razão"

Como Manipular um Público

Segundo uma lei conhecida, os homens, considerados colectivamente, são mais estúpidos do que tomados individualmente. Numa conversa a dois, convém que respeitemos o parceiro, mas essa regra de conduta já não é tão indispensável num debate público em que se trata de dispor as massas a nosso favor. Há uns anos, um político pagou a figurantes para o aplaudirem numa concentração. Como bom profissional, compreendera que uma claque, embora não melhore o discurso, predispõe melhor os espectadores a descobrirem os seus méritos. O mimetismo é a mola principal para mover as massas no sentido do entusiasmo, do respeito ou do ódio. Mesmo perante um pequeno público de trinta pessoas, há sempre algo de religioso que provém da coagulação dos sentimentos individuais em expressão colectiva. No meio de um grupo, é necessária uma certa energia para pensar contra a maioria e coragem para exprimir abertamente essa opinião.
Os manipuladores de opinião ou, para utilizar uma palavra mais delicada, os comunicadores, sabem que, para conduzir mentalmente uma assembleia numa determinada direcção, é necessário começar por agir sobre os seus líderes. A primeira tarefa consiste em determinar quem são, apesar de eles próprios não o saberem. Um manipulador não tarda a distinguir o punhado de indivíduos em que pode apoiar-se para influenciar os outros. Consoante os casos, escolherá os faladores ou os fanfarrões, os que protestam ou se obstinam, os que fazem rir ou chorar, os que alimentam a cólera, etc. O caldeirão mágico do comunicador não tem fundo. Toda a sua arte consiste em conquistar rapidamente a simpatia dos líderes ainda inconscientes do seu estado e papel. Manipulados, serão por sua vez manipuladores do resto do grupo, que os seguirá como um só homem. (...) É óbvio que este princípio tem que ser adaptado, nomeadamente em função da importância do público. Quanto mais numeroso for, menos necessário é o esforço de fingir. As multidões não apreciam os vencidos: não é que sejam cruéis, mas a derrota desmoraliza-as. Só a cólera, o medo ou o entusiasmo as animam. O enorme animal constituído pela multidão é impermeável às subtilezas, tem necessidades do tonitruante e do ostentatório. Reduzida às dimensões de um grupo, a sua psicologia muda, mudando ainda mais se o grupo se transforma numa assistência restrita. Mas, em todos os casos, o princípio da alavanca mantém-se válido: é necessário identificar o ponto nevrálgico sobre o qual o esforço deve incidir para movimentar o conjunto. "

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